Enquanto as regras são vistosamente pintadas sobre o tabuleiro desse xadrez sócio-político, como placas sinalizadoras que ditam o modus vivendi da alta sociedade para o resto da nação nesse jogo ferozmente conduzido pelo Deep State[1], o povo, peão na linha de frente, é cruelmente esmagado por seus próprios líderes que vem atrás.
Esses falsos líderes, são os reais representantes desse Estado Profundo que aprisiona
e escraviza seus peões de cores e lados opostos a si mesmo, a partir da
fabricação de leis e tratados que protegem somente aos próprios, estagnando
essa população alienada de si e limitada ao quadrado do individualismo de sua própria
cela mental, uma vez que essa mesma população teve a sua força ativa
sequestrada pelas ações políticas; ações estas que, simbolicamente, constituem
as grades dessa moderna Senzala; ações que foram falsamente instituídas com a
justificativa de protege-los, mesmo que de si mesmo.
Mas o teatro de ações dinamizadas pelas facções partidárias da direita,
da esquerda e do centrão, estão deixando de surtir o esperado efeito, na medida
em que os peões não estão mais tolerando ceder o seu poder a esses pretensos
representantes ao deixar de abater os peões supostamente opostos; uma vez que é
justamente o povo em sua diversidade que sempre foi o legitimador dessa
patriota tragicomédia anunciada.
Até agora, o Deep State vinha conseguindo ocultar, com relativo sucesso,
as informações e o conhecimento acerca de suas ações enquanto verdugos dessa
humanidade que ainda não deixou completamente as profundezas da idade das
trevas, mas que agora vislumbram o movimento fora dessa caverna platônica aonde
se encontram prisioneiros, dando início finalmente a uma ação teleológica ao
desviar o olhar das sombras projetadas pelo Grande Irmão sobre o véu dessa
parede holográfica, percebendo dessa forma, a fonte de luz que emana no fim do
túnel, desencadeando esse processo que inevitavelmente tornou-se um caminho sem
volta como alternativa de liberdade plena, que é a Reparação.
Agora passamos a nos permitir a ter o poder de imaginar um país sem
ricos, nem pobres; sem religiões, nem partidos políticos; sem divisões raciais,
de classes ou nacionalismos. Enfim, abrimos nosso centro de poder para imaginar
a alternativa de um país sem a distopia dinástica perpetrada nos bastidores do
Estado profundo.
Finalmente os limites impostos pela Ordem e por esse Progresso preconizado sobre a retilínea geometria
enquadrada no xadrez de Raça e classe, ciência e religião, mídia e educação, num
jogo de retóricas manipuladoras e escravagistas, de forma surreal se
metamorfosearam nas linhas circulares do ying e yang, promovendo essa realidade, que outrora fora
ocultada, impedindo um encontro consigo mesmo enquanto Um, e enquanto coletivo hUMano. Dessa maneira, metaforicamente a cidade de Atlântida, que deu origem a Kemet, ressurge desde sua afundação, num intenso processo interno, coronário e
uno, na plenitude do caminho no encontro com a liberdade de direito e de fato, aonde
o indivíduo enquanto sujeito, em sua epifania finalmente compreende que uma
pessoa só pode ser uma pessoa através de outra pessoa.
[1] Rede de burocratas de carreira e funcionários não-eleitos que gerenciam o Estado promovendo uma agenda a parte do escrutínio público, sem jogos, manipulações ou teatro de ações.

Comentários
Postar um comentário