A Reparação Histórica aos Povos Africanos que foram escravizados e seus descendentes, vem se tornando pauta de lutas e discussões dentro da sociedade, o Negro quanto Povo, deveria saber que o Estado brasileiro tem uma dívida histórica com ele e não apenas que houve uma Abolição inacabada, mas também que a Reparação como direito, só sairá do papel se este Povo estiver suficientemente consciente e organizado para conquistar tal recurso.
O MNU em 2002 decidiu em Congresso, fazer parte desta luta por justiça como protagonista na organização desta batalha, este Seminário de Reparação tem a meta de trazer ferramentas, formação e dinamismo para que toda militância e pessoas envolvidas na Luta pela Reparação, estejam melhor habilitados(as) a continuar a luta deste momento, e entender a dicotomia entre Crimes de Ódio, não previsto a serem reparados e Crimes da História, Crimes contra a Humanidade, Crimes Contra os Direitos Humanos que devem ser sim Reparados, definidos na III Conferência da ONU realizada na África do Sul em 2001, como: Colonialismo, Tráfico Negreiro Transatlântico e Escravidão.
Traçar a tática sendo a Reparação como um meio para alcançar o objetivo do Projeto Político do Povo Negro para o Brasil é o foco deste evento de tal grandeza, adjunto ao debate democraticamente haverá espaço para apresentar outros acúmulos que se entenda como tática para se chegar a tal objetivo, porém nada mais justo que se aprimorem os caminhos políticos construídos há tempos dentro desta jornada, por militantes dedicados a luta pela Reparação.
Os caminhos políticos foram traçados entre pilares de luta que buscam espaços de poderes a serem conquistados, pilares estes como Conscientização de Povo, Territorialidade e Direito de Justiça serão os pontos balizadores deste debate, o 1º Seminário Nacional de Reparação traz estas bandeiras como razão da sua realização.

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