Os jornais dos tempos coloniais expunham
em seus classificados o próspero negócio de compra, venda e aluguel de pretos sequestrados,
traficados e escravizados provenientes do continente Africano, além das fotos
desenhadas de negros fugidos, apresentavam a polpuda recompensa para quem capturasse os procurados, que seriam posteriormente supliciados por ousarem se
considerar humanos, e por sua liberdade assim aspirar.
Hoje, após fixar a festiva data do 13 de maio, dia e mês do aniversário
de D. João; esse senhor da escravidão; como um marco no calendário cínico
escolar; os telejornais, seguindo os Tempos Modernos, não mais desenham
os negros fugidos; agora eles mostram ao vivo e a cores pela televisão e todas
as mídias faladas e escritas, para que possamos comemorar finalmente o 14 de
maio como o dia Nacional do Desemprego desse negro que nem camelô ou tabaréu
tem a permissão de ser, já que são proibidos pelos atuais senhores feudais, esses
donos da Casagrande contemporânea e chefes das famílias tradicionais, que hoje
repartem as capitanias hereditárias nacionais.
Treze de maio foi o dia da Revolta Das Carrancas, no
Estado das Gerais, de onde nossas Minas escoavam para enricar Portugal. Esse evento
como data nacional não consta no atual calendário colonial. Calendário este,
que endeusa esse assassino genocida chamado Caxias, que nomeiam ruas, bairros e
cidades, assim como os cruéis bandeirantes, os arrogantes duques e duquesas,
marqueses e princesas que hoje povoam os sonhos das crianças pretas adestradas
pelos livros didáticos estáticos e pela mídia racista e fascista, comandadas
pelas famílias tradicionais das capitanias hereditárias atuais.
Treze de maio deixou de ser o dia da Revolta em que se almejou
a liberdade de um povo, para ser transformado no dia de comemoração do
aniversário desse algoz que acorrentou a todos nós no pelourinho geográfico da
dor, do desdém, do holocausto e que ainda nos faz refém, fazendo com que o
escravizado mental permita que seu irmão seja tratado como animal pela força nacional, banalizando desse
modo, essa semente do mal plantada na imensidão daquele canavial que financiou nossos
Tempos Modernos tirando a europa da idade das trevas, e nos
colocando numa permanente inquisição, onde a Polícia Militar, cumpre a risca o
seu papel de proteger a elite brasileira e estrangeira dessa ameaçadora massa negra desempregada, que
produziu, e ainda produz toda a riqueza dos ricos eurodescendentes que sempre comandaram
os destinos da nação brasileira desde os tempos da invasão da Terra Brasilis.
A Reparação aos Descendentes
dos Povos Africanos Escravizados no Brasil, que ainda hoje sofrem as
consequências desse crime histórico, é a única alternativa que atualmente se
apresenta como viável para transformar esse país numa nação de fato, e não uma
nação uni-étnica como sempre foi e tem sido o Brasil até o presente momento.
Essa nação que foi parida pela violência colonial,
transformando o Filho da Pátria em marginal,
excluindo a quem não se mostrava europeu e adestrando o negropeu como o lacaio que vai proteger seus interesses oligárquicos através da violência, patenteou o cidadão de bem como matador de qualquer Zé Ninguém, sem teto e sem chão; todo aquele alforriado que procura ganhar o seu pão de cada dia por todos os meios necessários, desde que concederam exclusivamente as cotas de trabalho e de empregos aos imigrantes europeus em solo tupiniquim.
excluindo a quem não se mostrava europeu e adestrando o negropeu como o lacaio que vai proteger seus interesses oligárquicos através da violência, patenteou o cidadão de bem como matador de qualquer Zé Ninguém, sem teto e sem chão; todo aquele alforriado que procura ganhar o seu pão de cada dia por todos os meios necessários, desde que concederam exclusivamente as cotas de trabalho e de empregos aos imigrantes europeus em solo tupiniquim.
Nos dias treze de maio, é visível a minha Carranca
de
Revolta estampada na face preta de quem almeja pela liberdade de
verdade, em vez continuar a escutar os prolixos, gongóricos e pomposos
discursos retóricos proferidos do alto dos púlpitos das assembleias, religiosas
ou políticas, que esconde a face belicosa de quem golpeia e mata o povo que
construiu essa nação.
Treze de Maio não, Reparação Já...!!


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