Sobre a Pedagogia das Ruas no Processo da Reparação

Quando o colonizado passa a pensar nas suas amarras, inquieta o colono que lhes envia palavras "bem intencionadas", que lhes apontam a riqueza moral dos valores Ocidentais, eu falo da religião Cristã e ninguém precisa ficar surpreso, a Igreja nas colônias, é a Igreja das pessoas brancas, a Igreja dos forasteiros, ela não chama o colonizado para o caminho de deus, mas chama o mesmo para o caminho do homem branco, o caminho do mestre, o caminho do opressor.
A cerda da Violência” Frantz Fanon

Memórias o exilio 16/01/2018


Falar de grades e disciplinas[1] curriculares, inevitavelmente, isso nos remeterá ao processo de industrialização das humanidades produzida pelo estabelecimento do mundo moderno, cujo processo levou a triste robotização de nossa sensibilidade, ao passo que foi se dando o paulatino e progressivo sequestro de nossa subjetividade, e esta sendo assimilada, na medida em que perversamente fora utilizada como aparelho reprodutor das riquezas de nossa nação.

A escola, nascida em meio a esse processo industrial, como resultado da violência da colonização imposta pela elite feudal europeia, dividiu as disciplinas, similar ao processo industrial, para atender as demandas dessa mesma despudorada e tétrica elite. Portanto, torna-se impossível debater humanidades, sem rever os conceitos sobre os quais esse sistema educacional mundial está fundamentado. Conceitos como, luta de classe, maioria x minoria e afins; enfim, a própria linguagem estabelecida pelo opressor para definir e conceituar esse processo que se encaixa na Caixa Eurocêntrica[2], já compromete o processo de quaisquer debates[3].

Dito isso, deve-se descartar a dialogia ideológica como mecanismo que justifica a retórica excludente vigente; e de forma equânime, focar numa dialogia que seja includente. De que maneira...? Observando o lugar de fala dos protagonistas dessa nova e ousada narrativa em sua potência, que vem totalmente de encontro ao sistema Serial Killer Educativo Diatópico Moderno[4]. Ou seja, considerar a pluriversalidade como fato e direito negados, considerando as epistemologias excluídas do saber universal estabelecido pela violência colonial.

Observando os conceitos ideológicos cunhados por essa violência, e que direciona todo o sistema educacional, em todos os níveis; vemos a ação dos males contidos na caixa libertos por Pandora, quando essa educação, antes de ser libertadora ela acorrenta seus cativos à sanha das sutilezas coloniais modernizadora de um país onde reina a Ordem para seus pseudos cidadãos pagantes de impostos e sujeitos aos desmandos da lei, enquanto o Progresso é destinado à elite que goza de incontáveis privilégios e de frugalidades como direitos vitalícios.

Esses paradigmas, fincados pela violência colonial e transformados em dogmas acadêmicos, devem ser considerados e urgentemente revistos em quaisquer debates que venham tratar de Humanismo e humanidades, visto que essa proposta vem justamente na contramão desse sistema que prima pela desumanização dos discentes e docentes.

Falar de humanidade e tecnologia neste cenário de perversa Distopia significa ser um desobediente epistemológico; em última instância é se transformar, de forma maiêutica e diatópica, num ser subversivo; e em meio a esse cenário de um impiedoso Capitalismo Cognitivo Selvagem, ser visto como um perigoso traficante de conhecimento. Ou seja, um Professor.

Eis então aqui presente o último elemento que Pandora, diante do pavor que deixou escapar os valores do Medo que conduz a “humanidade” em sua saga desumana, deixou retido no fundo de sua Caixa, na condição de um futuro pretérito indicativo de uma Pedagogia de Ausências.

Nesse caminho sinalizado simbolicamente por semáforos, nomes de ruas, museus, placas, propagandas, veículos e comércios, percebemos os valores que mitificaram o perverso currículo de inclusão e exclusões, enquanto o currículo monorracial e monocultural imposto pela violência colonial tem se mostrado como parte fundamental dessa modernidade. Modernidade essa que mantém a hierarquia que confere privilégios a uma pequena minoria, e leoninos deveres a grande massa negra, reproduzindo docentes-papagaios e militantes biônicos que cultivam os preconceitos que estigmatizam essa própria população e seus segmentos, instituindo contradições que confundem liberdade com escravidão, transformando seus significados em sinônimos e aliados.

Esse currículo, que impede o pensamento crítico e a ação coletiva efetiva, é a menina dos olhos do processo da colonização mental e da escravidão contemporânea, mantido pelo egocêntrico sistema perpétuo da educação vigente.

As ruas, com suas leis, regras, negócios e tratados próprios, contrastam violentamente com o mercado financista dos especuladores que nomeiam essas mesmas ruas com os nomes de torturadores, assassinos, escravocratas e algozes de toda sorte, que impuseram e impõe seus caprichos como lei aos que nela transitam; numa infame tentativa de invisibilizar o crime da história ocorrido nos porões dos navios negreiros. São esses os mesmos torturadores e assassinos que figuram nas efemérides como heróis nacionais representados em filmes, novelas e seriados televisivos.

Desse modo, conhecemos princesas como Isabel e rainhas como Vitória sem saber quem foi Dandara ou Ginga, além de adoramos um Deus inventado pelo comando eurocentrado, enquanto somos pelos seus representantes controlados. Dessa forma, fomos então convencidos a ser passivos e acreditar no medo como combustível da vida nas ruas, morros e vielas da cidade, enquanto trabalhamos para merecer uma vida incerta de liberdade, e a produzir a riqueza de seus controladores virtuais e midiáticos que prometem um paraíso futuro em troca de um sofrimento presente.

As ruas, becos e vielas por onde passaram nossos ancestrais, contam as histórias silenciadas pelos livros didáticos e invisibilizados pelos meios de comunicação, enquanto suas fachadas manipuladas por neon e outdoor escondem o sangue e o suor do povo que construiu, civilizou e humanizou seus próprios algozes, que ainda não chegaram a estagiar para aplicar a lição de humanização aprendida com os mestres da vida coletiva e familiar.

Os currículos que formatam os discentes, moldando-os conforme orientações do mercado e seus especuladores, são as armas mais eficientes usadas nessa perversa guerra colonial contemporânea travada contra os construtores da nação e seus descendentes, pois esta arma anestesia a alma e controla o coração da vítima que é educada academicamente a reproduzir as armadilhas coloniais que irão perpetuar o controle desse pequeno grupo que gerencia os destinos do mundo.

Enquanto não voltarmos nosso olhar e nossa cognição para pensar as ruas e seus currículos como trilha de libertação, ficaremos confinados as prisões construídas pelo saber universal monorracial escravizador de um povo que civilizou seus próprios carcereiros. 

Todas as instituições no Brazil, após a II grande guerra, loteadas por especuladores financeiros dos Aliados[5], entraram num processo de empreendedorismo sem precedentes, que hoje mostra como resultado a transformação completa de suas instituições em tentáculos e garras das principais empresas multinacionais, num deliberado processo onde o próprio Estado se tornou uma filial dessa grande predadora.

Para citar a complexidade desse fato, observamos estupefatos, esse mercado da educação, da religião e da segurança, que exemplificam bem a maneira como foi engendrada e legitimada o plano político de Colonização Profissional Internacional; desta vez, sem a necessidade dos três “M[6] que deram inicio ao mercado infame[7] transatlântico; mercado este que hoje já está mundialmente bem consolidado, e chamado de mercado livre.

Este processo se desenrolou de acordo com as partes do roteiro escrito por um diretor cinematográfico, contratado especialmente para criar e dirigir este filme hollywoodiano, que é simbolicamente rodado em solo cubano, em meio a um etéreo cenário das galáxias, onde aparece em estado de graça, uma atraente e exuberante prostituta brancalóide que atende pelo pomposo nome de Ditadura Democrática do Norte.

Foi dessa forma que a justiça se transformou num objeto de lei que é interpretada de acordo com os caprichos da nova direção sempre empossados pela DDN num sufrágio dito universal, tendo a função principal de atender aos pedidos do escritório central que gerencia essa mega produção multinacional. Tudo nesse cenário se apresenta de forma premeditada; do nutricídio ao feminicídio, até o cirúrgico genocídio prestado pelos poderes constituídos desta cinematográfica Nação Zumbi.

Portando, o religioso respeito a essas instituições, apresentam o nível de contaminação colonizante a que o indivíduo em questão foi exposto pelo escritório da Ação Midiática Mundial, que usa estes indivíduos contaminados como alimentos que as retroalimentam, fortalecendo os citados centros de extermínio oficial, que fazem parte da superestrutura governamental.

Em última instância, acreditar nessas instituições, significa acreditar no Medo incutido como forma de governo; medo este que ocupa todos os espaços úteis na vida desse escravizado, que foi rotulado e classificado como cidadão de bem, pelo escritório multinacional que comanda toda a ação desenrolada em nossa nação.

Acordos políticos de paz com a DDN se tornaram armadilhas fatais, nesse mercado infame produtor de mártires invisíveis, já que esse Estado-Mercado só respeita a força que lhe for igual ou superior, esses acordos se transformaram num dos passatempos preferidos nesse jogo de cartas marcadas gerenciado pelo escritório de Diplomacia Fascista Estatal.

O maravilho cenário holográfico de Tróia, que envolve com sonhos esse conto de fadas do Orco, faz com que o neófito olhe, sem ver nas entrelinhas desse acordo, o item onde ele assina a venda de sua alma e de sua força ativa consecutivamente ao escritório religioso e a multinacional da DDN.

Dessa forma, seguimos ignorando que, apesar da DDN ter o controle em suas mãos, nós, os indivíduos de cor, como sujeitos históricos e criadores dessa nação, temos as pilhas que fazem com que tudo se mova em qualquer situação. Essa consciência Negra, necessária à transformação, tem sido ferozmente combatida pelos meios de comunicação da DDN, que já iniciou há muito a Terceira Guerra Mundial, de forma extremamente perversa e suja, onde a verdade, como de hábito, sempre se tornou a vítima primeira na narrativa dominante desse roteiro inquisidor.

Mudar o self do Estado de ser é uma ação primaz necessária para a mudança dessa inconsciência colonizadora que dirige a vida do indivíduo, para que ele possa ser e agir finalmente como coletivo em suas ações desempenhadas como sujeito histórico. Essa á única maneira dele se descartar do kit Willian Lynch, doados pelos escritórios da DDN da mesma forma que doaram espelhos aos indígenas nas Américas brasileiras, e a mágica se fez com Narciso surgindo de uma lâmpada anunciado um direito a três pedidos, apartando definitivamente a justiça da lei e transformando o Brazil numa majestosa Matriz mundial da Black Friday. Todo esse contexto culminou na consolidação do Mercado infame e sua desmedida violência patrocinada pelo Estado-Violência da Ditadura Democrática do Norte vigente em nosso país.

Sendo assim, o contraponto dessa fúnebre canção, só poderá ser ouvida no contracanto da desobediência civil e epistemológica, que certamente servirá como fundo musical dessa nova narrativa de vida e de criatividade, que reeditará o milagroso milagre de Lázaro, erguendo nossa nação de seu túmulo ainda com vida.

Nos passos dados em direção ao processo de chute ao balde cheio de verdades greco-romanas manipuladas, as grafias incisivas de Nietzsche despindo o despudor do cristianismo e o poder das palavras de Fanon retirando as máscaras brancas da cara preta disfarçadas do império feito de cartas jogadas com os blefes dos cerimoniais míticos de Tróia, foram determinantes para vislumbrar o corpo nu do maniqueísmo religioso protegido pela máscara dual e dicotômica que separou o ser de sua humanidade.

Fanon precisou sair da Martinica para descobrir sua negritude, uma vez que chegando à França, se descobriu como um negro qualquer vindo da colônia francesa, pois foi exatamente desse modo que os franceses o trataram. Assim ele descobriu qual o requisito único para que uma pessoa pudesse ser considerada ser humano. Dessa forma, ele constata que todo negro, no afã de ser aceito se aliena de si mesmo ao definir essa patologia como Alienação Colonial, ao perceber a impossibilidade do indivíduo em participar e se constituir como sujeito de fato de sua própria história. Dentro de suas relações sociais; mesmo tendo consciência dessa alienação e saiba o porquê dela. Sendo assim, não seria o bastante mudar a visão sobre o mundo para deixar de ser alienado, mas sim, seria necessário mudar o mundo.

Desse modo, inferimos que a luta não resume ao campo das ideias; a luta deve ser prática; pois ele pensa a alienação de maneira objetiva e subjetiva, visto que o ocidente, afirmando o ser humano como razão, transferindo a natureza para o campo da emoção, e como tal, tratando-a como algo a ser dominado e controlado. Os pensadores iluministas, donos da razão, falavam narcisamente deles mesmos, se definindo como humanos a partir de sua religião, de seu Estado, tecnologia, etc. Esse padrão imposto pela violência colonial se faz presente em nosso sistema educacional hoje, que reproduz esse processo adestrando o ser humano dentro da razão eurocêntrica.

Dessa forma, para ser humano é preciso ser branco. Sendo assim, o negro passou a ter a necessidade de se embranquecer de todas as formas possíveis; no comportamento, roupas, relações afetivas, organização, linguagem, etc. para poder alcançar a sua humanidade. Assim, a busca pelo outro é mediada pelo racismo. Mas ao perceber que mesmo assim ele continua a ser negro, a partir do momento em que não é aceito pelo mundo branco, mesmo amando muito esse mundo, ele se volta com raiva contra ele, e o amor se transforma em ódio.

Não é que eu seja branquista (racista reverso), partindo do princípio que não odeio o branco, apenas tenho ojeriza do resultado de sua nefasta branquitude.

Não é que eu seja branquista, mas penso que esta seja uma atitude produtiva, pois ela vem numa mão completamente diversa daquele branco que ama a cultura negra, mas odeia o negro.

Não é que eu seja branquista, mas penso que dessa maneira, essa atitude não venha a ser uma atitude meramente contrária à política fúnebre do racismo; política esta que é dirigida a todos que tenham a cor da pele diferente do infame padrão brancopofágico.

Não é que eu seja branquista, mas posto as contradições do ser humano abrancalhado em face de sua pseudo-humanidade, ele mantém uma distância regulamentar entre seu pomposo discurso e sua fictícia prática humanitária.

Não é que eu seja branquista, mas digo pela 10.639 milionésima vez que há inúmeros conhecimentos que de nós foram sequestrados e que devemos reaver em troca da cessão da humanidade que falta aos brancopofágicos, e isso só pode ser revisto através de uma troca sincera, justa, ética e respeitosa entre ambos.

Não é que eu seja branquista, mas existe a necessidade urgente de uma Reparação, a fim de que seja restabelecida a harmonia entre o povo Negro e a minoritária população brancopofágica, e isso só será possível com a produção de uma cultura humanista, que faça com que nós nos afastemos do ser puramente animal e nos aproximemos mais do criador de todas as coisas.

Como Professor, jornalista e cineasta brasileiro, para lutar pelos pretos, tenho enfrentado o paradoxo de ter que lutar contra os pretos. Imagine só as contradições desse bizarro contexto já assinalado em meio à tempestade[8] por um de nosso mais eminente expoente do Pan-africanismo.

Este prosaico fato que ficou por muito tempo dando voltas em torno de minha cabeça, martelando meu cérebro, com insistentes interrogações paulatinas e progressivas, a partir do momento que eu decidi dar aulas, escrever, produzir roteiros e filmes abordando nossa memória e identidade, tendo como tema central, justamente a simbologia do princípio de tudo: a mulher; que é uma educadora por excelência pela própria natureza, que molda seus filhos e filhas, sua família e uma sociedade inteira.

Pois bem, o roteiro que antecedeu a toda essa saga, que narrava a influência da mídia sobre o inconsciente feminino, de uma maneira ou de outra, se estendia também a questão de gênero, pois tratava da alma do homem negro, que em primeira e última instância tem sua gênese através da mulher. Ou seja, essa influência em último caso, independe de gêneros, pois decididamente se trata de uma política de dominação mental, física e espiritual.

Analisando essa minha primeira experiência, pude observar que, de um elenco que contava com doze personagens negras e uma personagem branca, as mulheres negras se esquivavam de assumir qualquer compromisso com o trabalho em questão, enquanto mulheres brancas se disponibilizaram a realizar a empreitada em questão, no referido roteiro audiovisual.

As lições que aprendi com essa caminhada foram tão desconcertantes, que cheguei ao ponto de pensar em trabalhar com Black face para solucionar essa inusitada situação. Mas desisti da ideia; e dos nove filmes, até agora só foi possível concluir somente um, em consequência de não ter tido a oportunidade de completar o elenco necessário, com as personagens negras das histórias e documentários propostos.
Observo nas escolas, nas ruas e batalhões[9], um monte de milicos pretos marchando em indecisos cordões, filhos de (estupradas) mães pretas, mas que assassinam pretos e pretas, mostrando que sua xenofilia agora é seletiva, e fundamentada pelo auto-ódio que é cultivado e nutrido pelo povo preto a ele próprio; em especial, a mulher preta que paradoxalmente reclama de sua solidão.

Em meio a essa tempestade, percebo as matizes de nossa pretitude se fragmentar em mais setenta tons de preto em meio a esse colorismo antropofágico egocentrado, enquanto nosso povo se definha, perdendo-se em meio a seu caminho desde a Revolta dos Malês às conjurações tupiniquins.

Na conjuntura dessa nação republicana-brancopofágica, nossa história tem sido escrita e protagonizada pela branquitude que comanda desde a cabine do primeiro navio negreiro ao gabinete governamental do brancalóide eleito para a manutenção da política da acefalia total, para dirigir o único povo ainda existente em solo nacional.

Recontar a nossa história, com nossa própria voz, memória e vez, é um trabalho que requer disposição e coragem, principalmente para encarar essa elite negra cultivada pela verve brancalóide, que tem a função análoga aquele escudo tecnológico[10] projetado pelos norte-americanos. Sendo assim, em meio à tempestade dos mísseis de conhecimento, essa elite preta protege a falsa legitimidade da supremacia brancopofágica desses brancalóides que se outorgaram o título de proprietários das verdades alheias.

Todo esse sinistro cenário, que reserva a indignidade e a desumanidade a uma nação inteira; nação esta que tem as variantes, variedades e variações da cor do ébano; é de responsabilidade única do próprio negro, que teve sua memória ancestral fragmentada pela tortura, humilhação, e finalmente, deletada; ao se perder no espelho positivo de Narciso.

A falta de compromisso do negro para com o próprio negro faz dele um expectador, dono de uma passividade mórbida em relação a si mesmo; passividade que o faz divagar durante esse espetáculo de permissividade onde ele autoriza que seu destino seja traçado por outrem que não lembre a sua cor:
Eis o resultado do espetáculo das raças apresentado pela democracia monorracial tupiniquim nesses extravagantes circos egocentrados que servem o pão da ignorância meritocrática. O mesmo pão servido nos púlpitos das religiões, que não saciam a fome, mas semeiam a confusão total na mente colonial.

Esse preâmbulo é para lembrar que, tendo o negro, o seu próprio reflexo como inimigo, é necessário primeiro, lutar contra ele mesmo, para libertar-se das amarras mentais trançadas pela brancopofagia. Só desse modo ele vai ter condições de reconhecer seus irmãos e a si mesmo. Conhecendo-se, se libertará. Dessa maneira, o espetáculo das raças vai poder começar sem hierarquias escravagistas, impostores, dominados ou dominadores.

Dito isso, é necessário assinalar uma contradição do fato que nasce com o estigma da mulher Negra e homem branco que geram filhos-apartheid, transformando a nação numa imensa prisão aberta, oferecendo em permanente leilão, os quase-negros e quase-brancos; transformados os 70 tons de preto, num colorismo embriagado pelas doses desordenadas de ordens transmitida on-line pela mídia ensandecida.

Esses filhos da pátria, gerados de um corpo negro estuprado pela vontade das síndromes de Estocolmo e assimilada pela mente colonizada, que têm sua vontade escravizada e seus desejos alienados, se refestelam na conveniência de seu cativeiro o ano inteiro, observando e obedecendo aos comandos das datas comemorativas abrancalhadas que silenciam e alienam a sua história, apagando toda a sua memória.

Desse modo, esses negros coloridos com mais de 70 tons de preto, degustam ceias na noite programada a cada ano anunciado; ingerem peixes e panetones, ou mesmo presenteiam com chocolates, seguindo as ordens desses fatos; abraçando os pais ou amigos de acordo com o calendário estabelecido; louvando a cada herói fabricado por esse comando ordenado.

Esses filhos da pátria, coloridos pelas cores da violência de esquerda e de direita, seguem brigando no centro da roda de uma batalha iniciada nos porões dos negreiros que cruzavam os oceanos do mundo inteiro, aportando em favelas, palafitas e alagados, transformando ruas e vielas em pelourinhos, para aparecer em cenas de novelas exoticamente recreativas, entretendo este Povo quase-preto e quase-branco que se transformou em Público de caráter privado.

Esse mesmo Público, se dividindo em facções de Machistas e de Feministas, geram Mulatos de fato, que se veem, às vezes como Pardos ou Morenos, estabelecendo desse modo, uma rede acorrentada por fatos e episódios impróprios de impensados conflitos entre os seus, enriquecendo dessa forma, os roteiros inteiros de noveleiros e escritores de séries televisivas, perversamente exóticas.

Dessa maneira, o ÚNICO DIREITO do homem como pai e gerador, é a obrigação de pagar a P.A[1]. Isso pelo simples motivo desse pai tratar-se de um homem preto, que foi devidamente subalternizado econômica e socialmente, condição esta trazida pela criminalização da pobreza e pela política oficializada a partir do violento apartheid tupiniquim. Ou seja, ele é culturalmente desprovido social e racialmente; fato este que ocorre com uma insignificante parcela de diferentes etnias.

Esse fato que foi culturalmente banalizado depois de mitificado, como aquele mesmo fato da mulher ser mãe que vem eclipsar a realidade dela ter as mesmas atitudes que esse pai supostamente teria, visto que tratamos aqui de seres humanos. Mas bem sabemos que a realidade de que o discurso do somos todos humanos só se encaixa bem, e é culturalmente aceito, quando se trata da questão racial. Ou seja, quando um negro reivindica a sua negritude frente a um brancalóide qualquer; sendo ele um negro consciente de si e de sua negritude, torna-se dessa  maneira, um chato, visto que a sua percepção do apartheid moderno deixa de ser ocultado pelos discursos manipuladores do cotidiano brancopofágico que continuamente lhe açoita a alma.

Esse direito a não ter direito estipulado pelo homem-evangélico-branco-cis, mais do que legitimar a instituição das hierarquias raciais e de gênero, além de instituir, também estimula a disputa entre os gêneros, ao passo que vai alimentando as outras instituições sagradas dessa competição entre esses mesmos gêneros, em que foram transformados os famigerados institutos sócio-político-cultural do patriarcalismo e do feminismo.

Um dos mecanismos usados para controle e subalternização do homem negro por essa pseudo justiça, chama-se guarda compartilhada, que aparentemente funciona de forma perfeita quando se trata de atender a casais eurocentrados. Visto que neste caso, a demanda é imediatamente solucionada e atendida em todos os seus conformes.

É notório o fato de que vivemos numa conjuntura de criminalização do pobre e da pobreza a partir da formatação de uma sociedade dirigida por People White inescrupulosa que vivem de juros e moras produzidos a partir de factoides econômicos criados por banqueiros, imposto por economistas e legitimado pela mídia.

Quem está fora dessa ciranda financeira torna-se refém econômico, jurídico e social. Ou seja, a população que compõe a massa preta brasileira, tornou-se uma massa de manobra servil e dócil nessa caótica conjuntura pós-abolição que transformou liberdade em produto. Sendo assim, a liberdade como princípio humano básico, como um dos produtos de propriedade privada do Capitalismo Racial, fez da própria  justiça um produto mercadológico, da mesma forma que a Liberdade, a Fraternidade e a Igualdade foram vendidas ao mundo pela propaganda do imperialismo francês, enquanto os mesmos, nos subterrâneos de um mundo paralelo, legitimavam o infame comércio, o tráfico negreiro, como principal fonte de lucros que os tiraram, como população White, de sua idade Black.

Sendo assim, os juristas White que formataram e praticam a justiça com base em seus hediondos caprichos e em causa própria, indolentemente adornando tais práticas com o suprassumo das ironias e impertinentes arrogâncias, assim como seus antepassados davam nomes aos navios negreiros; e hoje eles nomeiam as operações-espetáculos da Polícia Federal com essa mesma jocosidade e zombaria habitual, enquanto fazem uso dessa massa negra como peças de um jogo divertido e arrogante de hierarquias obtusas e abusos despropositados, para confirmar e legitimar a todo o momento, provando e comprovando o poder de seu controle sobre essa disforme massa desinformada, mal informada e pseudo informada.

Desse modo, o direito a não ter direito é o que resta para um pai preto, produto cultural reproduzido nesse jogo de Reis, Rainhas e peões que lutam entre si e consigo mesmo, a partir de regras leoninas e feneratícias estipuladas pelos White People que assistem impassíveis ao ranger de dentes e ao verter das lágrimas de sangue que jorram na arena desse circo chamado White Societ.

Esse cenário dantesco brutalizado é uma paródia burlesca que reproduz o período da idade média, numa contexto onde o Estado, em uníssono com a religião, representava a nobreza usando os militares para massacrar a população e brincar de deus em nome do próprio deus. 

Quem sempre esteve e continua no extremo da lança desse soldado, esse robótico capitão-do-mato que tortura, humilha e mata, é o homem negro e tudo que o representar ou lembrar seu domínio como ser fundador da geração humana sobre o planeta terra.

Dos tiros na cara preta das estátuas egípcias dados por Napoleão, até os corpos pretos sem vida estendidos pelo chão, as P.A. se tornaram um refinado instrumento de tortura que corrói lentamente de dentro para fora o coração, fazendo da vida uma pá de cal jogada diuturnamente nos sentimentos assassinados a cada dia que o sol se põe, para renascer sua morte em vida no dia seguinte; e assim, sucessivamente, como o mito de Sísifu[2] e Osíris[3]. Esta é a sina do preto pai que planteia a si próprio em sua casa túmulo dessa cidade-cemitério sobre de prazer e escárnio de um juiz White e a sanha do ódio seletivo culturalmente estabelecido pela mídia ao determinado  preto que dele fez um marginal perfeito.

Dessa maneira, construiu-se uma estátua da Liberdade branca, da mesma falsa cor com que picharam essa desconhecida personagem que vem a ser a própria liberdade; e o cristo redentor também é branco, da mesma cor dos gerentes crentes integrantes da religião dominante. Desse modo, inferimos que essa tal de liberdade e as infames religiões, estão intimamente acorrentadas, mantendo uma ilícita relação sadicamente promíscua. Tudo isso acontecendo naquele momento em que a gente sente a fugaz permanência da eternidade inexistente, traduzida no prosaico exercício do ato cotidiano de darmos milho aos pombos, sentados alheios num banco da Praça de Vaticano qualquer.

É neste interregno então, que percebemos que a raça está ligada Religião ao observar que os povos autóctones se reportam a Tupã; indianos, a Ganesha; muslim a Alá; europoides, a Jeová, e assim por diante. Desde que começou essa brincadeira divina advinda da idade da pedra, junto com a descoberta do fogo, da roda e do amor, surgiu no mundo cerca de 10 mil religiões sem mencionar as incontáveis nações; e quando falamos da bíblia  dos denominados cristãos, anotamos que já foi registrado até o momento 102 versões do citado livro “sagrado” e sacralizado.

Desde então, a liberdade religiosa de um, passou a ser determinada pela restrição da religiosidade do outro, passando então a existir uma indústria de verdades únicas, disputadas a ferro e a fogo, numa eterna guerra entre as divinas facções cooptadoras dos saberes autóctones de rótulos pagãos, para manterem-se em sua sana insana de liderança profana do divino culto sacralizado, que fora modificado. 

Religiosamente, essa guerra já foi batizada de Inquisição, de Cruzadas e até mesmo de guerra Santa. Juridicamente esses episódios de extrema estupidez foram legalizados em prol dos negócios e dos impostos, a fim de oficializar um mercado que pudesse permitir o controle de uma minoria sobre as maiorias. Dai, nasce o selvagem capitalismo, fundamentado na violação racial em todos os níveis e possibilidades improváveis, como política profética e profanadora do fator humano.

Assim, o xadrez das correntes do cativeiro, empretecidas pela liberdade petrificada através das mãos do artista europoide, embranqueceram os privilégios adquiridos exclusivamente através das caríssimas moedas de sangue, transformando os valores enlameados de fezes em produtos de mercado negociados pela plebe, e os direitos emanados da necropolítica como códigos norteadores do bom viver dos homens de bens.

Destarte, a humanidade dividida em cores, perdeu seus sabores e humores, singrando uma trilha de horrores sem fim, para se perder na tempestade dos tempos difíceis de um possível alvorecer, nesse jardim de um Éden repleto de enxofre e sarça ardente de desejos sinistros e sem o senso clemente. Cada clamor se transformou em horror, trajando um elegante terno e gravata abstrata de sentido, atrás de um livro sacralizado e fingido, seguido por uma fila de cordeiro em ordem unida, num profundo sono  acordado, em homilia eterna. 

E assim, perdidos no caminho certo, seguem zumbizando pela reta sinuosa de sentidos insensíveis, esses corpos coloridos de preto, de branco, de vermelho e de amarelo; e como alvos singelos do canhão desse flagelo, a bala branca detecta sempre o alvo preto, seguido de uma sucessão de explosão, após secretas seções de sinistros  cismas, no caminhar da desumanidade.

Foi dessa forma que as fardas, togas e paletós, passaram a servir à infame manutenção das velas e a direção do curso dos navios Negreiros contemporâneos, que trazem a carga viva do engano da farsa da abolição como fato um ocorrido num passado distante, nessa história manipulada pela branquitude aloprada. Ele, esse navio negreiro, parte para todas as partes do mundo, saindo do brancopofágico porto de Liverpool, com seu capitão-do-mato preto a bordo portando uma bandeira branca, uma vez que este capitão foi formado pela academia ariana; academia esta frequentada pelos que buscam pelo poder e pela fama.

Dessa forma, o preto que veste paletó, toga ou farda passou a ser o real fardo do povo negro. Povo este que produz a riqueza da branquitude desde que a estética ariana passou a produzir e a criminalizar a pobreza como processo político usado como propulsão principal das instituições da colônia portuguesa como capital européia em solo Latino-americano.

Essa fúnebre Nau errante, singrando nossa sociedade, passa pelas ruas e becos da cidade: passa todos os dias atropelando, quebrando os ossos e rasgando a pele preta sangrada pela caneta-chicote do branco sinhô do norte. Esses negreiros que hoje se movem com gasolina, óleo diesel, álcool e estriquinina, sobem e descem os morros tupiniquins, com as malas abarrotadas de corpos pretos acorrentados e ensanguentados, em cenas fortes e sem cortes, exibindo esse mórbido espetáculo que é a paga por sua diária de infames horrores, com os aplausos surdos dos expectadores, que se prostram em silêncio ensurdecedor diante dessa horrenda e alheia dor.

As medalhas que decoram coloridas fardas, as assinaturas que ornamentam os diplomas no currículo dos diplomatas e a escuridão das togas, onde é manipulada à sombra, a justiça terrena, através das leoninas leis divinas, são as sutis e fatais munições usadas pela mídia para alimentar o fogo do ego que aquece e ilustra a fronte do manipulado. Pois são justamente essas formas sinuosas das imagens sedutoras das medalhas, que tremelicam como pano de fundo os limites desenhado pelo pass-par-tous do diplomado e os traços que ornamentam as letras que assinam esses pomposos certificados, que têm moldado o caráter da pessoa de cor através da moral padronizada pela violência colonial que não é incolor.

O paletó que passou a ser pessoa; a medalha que essa pessoa transformou em sua consciência; e a escuridão da toga; que passou o kit usado na estética indutora da condição humana do ser em seu processo de vassalagem que inevitável o leva a desenvolver a Síndrome de Estocolmo Adquirida.

Vestir o véu da ilusão ofertado pelos meios de comunicação, passou a ser a principal função das pessoas de cor que se travestem com fardas, togas, paletós, e que representam os poderes constituídos dessa nação, a fim de resguardar o sutil processo dessa nova forma de escravização.

A leitura narrativa realizada por essas togas, fardas e uniformes desenhados nos livros didáticos, são habilmente fabricadas por quem sabe desenhar as histórias apagadas de nossa memória; e redesenhá-las, a fim de reconstruí-la usando os novíssimos mitos programados nas nossas cavernas mentais pós-modernas.

Despertar e despir esses corpos negros, e exibir em toda a sua nudez, a incômoda verdade que essas vistosas vestes escondem em seu falso pudor, deveria ser o escândalo nosso de cada dia, dos solstícios a equinócios, rasgando uniformes escolares e militares; certificados e diplomas, além das togas dos estupradores da justiça terrena e divina; esse ato de insubordinação deveria fazer parte do currículo oficial da história do único povo de Ébano que vive em solo nacional. Sem isso, nosso currículo é um engodo que corroí a pele negra ao passo que tenta embranquece-la, mesmo após, vampirescamente ter consumido a sua última centelha, defronte ao palácio dessa justiça portadora de múltiplas deficiências físicas, mentais e psicológicas de estimação: esse é o objetivo da Pedagogia das Ruas. Ou seja, sobre a Pedagogia das Ruas e falar sobre o Projeto Político Do Povo Brasileiro; o que significa rever todos os Conceitos sobre Etnias, Nações e Povo, que compõem o Estado nacional. Primeiramente é preciso explicitar que o conceito de Estado é uma criação eurocêntrica, visto que essa concepção inexistiu entre os povos originários e autóctones, pois esses mesmos povos tinham a concepção de que a natureza e tudo que nela existe; água, terras, ar, etc. é um bem comum, um bem básico encarado como um direito humano.

Os Europoides, após se apropriarem do saber e da tecnologia africana, programaram a individualidade, através do conceito da meritocracia, fundamentada pela hierarquia impetrada pela ideia falaciosa de neutralidade, fragmentando desse modo, o homem, separando-o da natureza, com o discurso e intuito de dominar para controlar essa mesma natureza humana.

Os Europoides foram civilizados pelos africanos; podemos citar como exemplo mais recente o caso espanhol, que foram civilizados pelos Mouros e que após serem seus servos (escravos) por longos períodos, se apropriaram do saber melanodérmicos para implantar o vírus do individualismo no homem e, juntamente com os portugueses e todos os europoides, inauguraram a indústria do sequestro de seres humanos, e na sequência, indizíveis torturas, trazendo a dor para o processo da morte; surpreendendo os povos melanodérmicos com uma violência inaudita e inédita, instaurando assim, o sistema de colonização que fundou a modernidade, impondo um padrão de poder eurocêntrico de governo no mundo.

O exemplo da Espanha, país hoje aonde existem diversas etnias como a dos Bascos, Catalães, andaluz, ciganos, etc. com suas inúmeras etnias que integram a nação formadora do Estado; é de bom alvitre, para ilustrar como exemplo como o Estado e formado por nações. Ou seja, todos são espanhóis, visto que a nacionalidade e conferida pelo Estado. Ou seja, o Estado surge do Povo que, por sua vez, é formado pelas nações.

A nação é formada por etnias que compartilham a mesma cultura, idioma e território, como é o caso das 11 etnias que compartilham o Estado na África do Sul, com suas culturas, idiomas e territórios.
No caso brasileiro, aonde também existem diversas etnias; é o caso dos nisseis e judeus brasileiros; e outras nacionalidades, como no caso de italianos, espanhóis, japoneses, alemães, etc. além do povo indígena e do povo negro, observamos que os indígenas são etnias que possuem idiomas, culturas e territórios e que forma um povo, mas que não são considerados pelo Estado como povo e por isso mesmo, juridicamente são tutelados por esse mesmo Estado. Os únicos que tem a nacionalidade conferida pelo Estado são os Negros que foram titulados como Afro-brasileiros; nesse caso, juridicamente é o único povo existente no Brasil, visto que a República não teve êxito em fazer da nação brasileira uma nação branca como previa o processo eugênico contrariando as expectativas de Charles Darwin.

Sendo assim, o desejado projeto de nação europoide, hoje naufraga num redundante fracasso, adernando a deriva numa desordem provocada por sua própria ordem nesse processo onde a cobra devora a sim mesma. Portanto, virá do único povo existente no Brasil neste momento, o projeto de nação que finalmente formará o povo brasileiro, fundando dessa maneira, um Estado legítimo e legal, transformando nosso território num país de fato, deixando assim de ser uma colônia europoide que sobrevive de sucessivos golpes.

Essa história está nas ruas com suas leis, regras e tratados estampados em cada canto; essa história viva está plasmada sobre camadas de tentativas infames de apagamentos violentos. Nela está a escola legítima e autêntica que a velocidade imposta pelas tecnologias do infame mercado tem tentado esconder e manipular, através de seus currículos eurocentrados que colonizam mentes e corações, produzindo servos fiéis e escravizados cruéis. Nossa academia é a rua, onde a verdade desfila nua, nessa passarela Pluriversal que deve ser essa rua maquiada pelo capital. Portanto, é necessário ocupar urgentemente as ruas e leva-las para a sala de aulas, com suas esquinas, estátuas, botequins e manifestações várias. Pois cada viela e uma história que desfila nessa passarela de verdades escondidas e mentidas em cada livro didático, que estático, revela em suas páginas, através de um fio de sangue escorrido do violento chicote, uma novela escrita por um Europoide.

Façamos a nossa história e deixamos de lado o espetáculo das raças escrita nesses livros ensanguentados pela infâmia e pela laica violência da desumanidade cristã, científica, cultural e social dessa escola eurocêntrica medieval.


[1] Preceitua de forma mais explícita, o artigo 1965 do Código Civil: “São devidos os alimentos quando quem os pretende não tem bens suficientes, nem pode prover, pelo seu trabalho, a própria mantença, e aquele, de quem se reclama, pode fornecê-los, sem desfalque necessário ao seu sustento”.

[2] Era um mestre da malícia e dos truques, segundo a mitologia grega, era o mais esperto e bem sucedido ladrão da Grécia foi também considerado um dos maiores ofensores dos Deuses, quando despertou a fúria de Zeus que enviou Tânatos para leva-lo para o reino subterrâneo, mas Sísifo o enganou, aprisionando a morte, driblando o futuro e impedindo que morresse quem quer que fosse, arrumando assim, uma grande confusão com Hades, o deus da morte; e com Ares, o deus da guerra. Depois de enganar a morte pela segunda vez e morrer de velhice, chegando a eternidade conduzido por Hermes, foi condenado a levar uma pedra de mármore até o cume de uma montanha quando quase chegando ao topo, a pedra rolava até o ponto de partida montanha abaixo.

[3] Filho de Geb, Deusa da terra, e Nut, Deus do céu; Osíris é o Deus da mitologia egípcia, esposo de Ísis, Deusa-mãe do amor e da magia, que gerou a Hórus Deus do céu, formando assim, uma Tríade. Representado pelo Sol, Osíris era o responsável pelo julgamento dos mortos; no Tribunal de Osíris, era pesado o coração dos mortos para ver se merecia uma vida além. Após ser morto por seu irmão Seth, passou a ser representado pela lua em seu eterno percurso de morte e ressurreição.
[1] Caixa de pandora é um mito grego que narra à chegada da primeira mulher a Terra e com ela a origem de todas as tragédias humanas. Na mitologia grega, Pandora foi à primeira mulher criada por Hefesto sob as ordens de Zeus.

[1] Referência que remete uma rigidez entrópica. Ou seja, que provocada e produz uma desordem estabelecida pela ordem.

[1] Trocadilho referente à Caixa Econômica e os males da Caixa de Pandora.

[1] Referência a Prometeu; que antevia o futuro.

[1] Que mata o seu lugar de existência no mundo através do adestramento behaviorista colocando-o no entre-lugar, fazendo, de forma perversa, eclodir no ser a Síndrome de Estocolmo.




[1] Referência que remete uma rigidez entrópica. Ou seja, que provocada e produz uma desordem estabelecida pela ordem.
[2] Trocadilho referente à Caixa Econômica e os males da Caixa de Pandora.
[3] Referência a Prometeu; que antevia o futuro.
[4] Que mata o seu lugar de existência no mundo através do adestramento behaviorista colocando-o no entre-lugar, fazendo, de forma perversa, eclodir no ser a Síndrome de Estocolmo.
[5] Países que lutaram do lado do bloco dos vencedores na segunda grande guerra.
[6] No processo de dominação do continente Africano, primeiros chegaram os Missionários, depois os Mercadores e logo após, os Mercenários para completar o domínio e a rapina das riquezas do continente formada por pessoas e minerais, num sequestro primeiro da intelectualidade e da Razão africana em paralelo com o roubo das riquezas minerais.
[7] Era a forma como se referiam ao tráfico negreiro.
[8] Referência a Marcus Mosiah Garvey
[9] Referência a música de protesto de autoria de Geraldo Vandré.
[10] Projeto chamado guerra nas estrelas

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