Não é que eu
seja branquista (racista reverso), partindo
do princípio que não odeio o branco, apenas tenho ojeriza do resultado de sua
nefasta branquitude.
Não é que eu
seja branquista, mas penso que esta seja
uma atitude produtiva, pois ela vem numa mão completamente diversa daquele
branco que ama a cultura negra, mas odeia o negro.
Não é que eu
seja branquista, mas penso que dessa maneira,
essa atitude não venha a ser uma atitude meramente contrária à política fúnebre
do racismo; política esta que é dirigida a todos que tenham a cor da pele
diferente do infame padrão brancopofágico.
Não é que eu
seja branquista, mas posto as
contradições do ser humano abrancalhado em face de sua pseudo-humanidade, ele
mantém uma distância regulamentar entre seu pomposo discurso e sua fictícia prática
humanitária.
Não é que eu
seja branquista, mas digo pela
milionésima vez que há inúmeros conhecimentos que de nós foram sequestrados e
que devemos reaver em troca da cessão da humanidade que falta aos brancopofágicos,
e isso só pode ser revisto através de uma troca sincera, justa, ética e
respeitosa entre ambos.
Não é que eu
seja branquista, mas existe a
necessidade urgente de uma Reparação,
a fim de que seja restabelecida a harmonia entre o povo Negro e a minoritária população
brancopofágica, com a produção de uma cultura humanista, que faça com que nós
nos afastemos do ser puramente animal e nos aproxime do criador de todas as
coisas.

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